25 de Abril sempre? De modo nenhum 29 de Abril de 2026 Ao começar este texto torna-se necessário desde logo esclarecer três pontos: primeiro, nasci nos pós-25 de Abril de 1974, na democracia da IIIª República, num regime democrático e integrado num projeto federalista Europeu; depois, fui criado no seio de uma família e de um ambiente social que, ou sofreu com as mudanças provocadas pelo 25 de Abril ou – como a maioria dos Portugueses – vivia pacificamente a ordem da IIª República sem exigir a sua morte por meios revolucionários; por fim, muito foi dito, escrito, pensado, pintado, cantado…partido e repartido sobre o 25 de Abril, ficando os vencedores da história com a melhor parte, como é natural. Faz falta uma perspetiva una e normalizadora sobr...
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A monarquia e o estado natural das nações e seus povos de 21 de Abril de 2026 Escrevo estas linhas no rescaldo da visita do Presidente da República Português a Espanha e aos seus monarcas, em que mais uma vez pudemos observar o mais alto e republicano magistrado da nação se apresentar, com a sua Primeira-Dama, aos Reis de Espanha, imitando-os nas roupas, na pompa e na dignidade. Uma estreiteza na frequentação destas figuras que não julgamos compatíveis com a de um Presidente oriundo de um sistema político que há 116 anos forçou a Casal Real Portuguesa a sair do seu país, nacionalizou os seus bens e baniu-a, tendo apenas dois anos antes cometido um duplo homicídio – do Rei e do Príncipe Real – selando com a máxima violência a oposição da república à monarquia constitucional. Recordemos, o regime republicano em Portugal é diretamente herdeiro de...
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In God we trust – de Zaratrusta ao Império Norte Atlântico 16 de Abril de 2026 Tinha 12 anos de idade quando o POTUS Bush pai ordenou a primeira guerra do Iraque, oficialmente na sequência da invasão Iraquiana do Koweit, estado quase fronteiriço do Irão, com vista à famosa por estes dias ilha de Kharg. Tratava-se e trata-se ainda de uma monarquia, petro-Estado, cujo nome do diminutivo árabe do hindustani kūt (“forte”), governado desde meados do século XVIII da nossa era pela Família Āl Ṣabāḥ, que aí estabeleceu imperium e comércio expulsando os beduínos que lhe antecederam no domínio daquele enclave do golfo. Seria, claro, um protectorado Britânico desde o fim do século XIX até 1961, tal como o Iraque (formalmente apenas 1932) o Yemen e a Palestina, possessões que viriam nos despojos da Iª Guerra Mundial com o desmembrar do império Turco-Otomano. França tamb...
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Chassez le naturel, il revient au galop de 7 de Abril de 2026 Os dias que vivemos na nossa velha Europa e nas suas antigas colónias lembram o famoso adágio da peça apresentada em 1732 por Philippe Nericault-Détouches, Le Glorieux : “chassez le naturel, il revient au galop”. Ou seja, numa possível tradução que trai no entanto a beleza e simplicidade harmónica da frase original, quando nos afastamos do que nos é natural, a realidade impõe-se-nos com grande velocidade. Foi o que ressenti, quando há dias lia sobre o reforçar no Ocidente da manosfera , termo que designa um domínio masculino tóxico sobre tudo, e particularmente o feminino. Uma corrente Red Pill , cinematográfica e ligado ao Matrix portanto, em que os homens teriam acordado ...
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Da habitualidade da guerra ao extermínio da espécie de 31 de Março de 2026 Vivemos um momento crítico para o mundo criado pelo Homem, de vida ou morte da nossa espécie. Imersos que estamos em propaganda apesar de vivermos numa proclamada era de informação, é hoje difícil ou mesmo impossível discernir quem realmente defende valores positivos e sólidos para o futuro da humanidade, e onde reside a ameaça. Se formos ocidentais Norte-Atlânticos a resposta é clara: o perigo está na Rússia, na China, no Islão (de Gaza ao Yemen, passando pelas banlieues de Paris, Bruxelas, Londres e Amsterdao). Se pertencermos aos restantes ⅔ das pessoas que compõem este mundo, a resposta é igualmente clara: as antigas potências imperiais Europeias e a antiga colónia Inglesa entretanto tornada Estados-Unidos da América impõem o seu business as usual, usando habitualmente a guerra para conduzir o...
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Portugal vai arder outra vez este Verão? Claro que sim. 24 de Março 2026 Trata-se de uma questão que me é particularmente cara, filho que sou de um investigador do saudoso INETI (criminosamente extinto pela gestão Socrática) especializado em energia e biomassa, com uma tese de doutoramento elaborada há quarenta anos sobre o maximizar do aproveitamento energético de produtos florestais. À admiração da infatigável figura paterna e da sua obra a bem do país, dos seus recursos energéticos e da qualidade do ambiente e ordenamento, soma-se o interesse que o tema sempre me despertou enquanto antigo proprietário agrícola e silvícola, tanto em Portugal como em França. Sintomático será que, na minha própria tese de doutoramento (prestes a ser defendida) que dedico à figura do antigo ministro e depois administrador bancário Rafael Duque, me tenha demorado sobre o seu plano de povoamento flores...
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O problema não está na IA de 18 de Março 2026 A caminho de completar uma década a trabalhar em ambiente corporativo internacional e, particularmente, sendo um historiador-museólogo-politólogo num meio tecnológico, a questão da inteligência artificial [IA] surge a cada passo, a cada respiração da empresa, da qualidade e dos KPI’s. É fácil esquecer que este estádio civilizacional em que o Mundo (no seu todo, na verdade) vive constitui um episódio , de pouco mais de 30 anos na sua longa história, e que outras revoluções tecnológicas existiram no passado, associadas sempre a profundas alterações socais, políticas e económicas claro, acarretando múltiplas vezes consequências militares e geográficas. Envoltos em místicas criadas por Orwell, Huxley, Sagan, Houellebecq (entre tantos outros) sobre mundos em que o Homem ascende finalmente à condição de divindade, e e...