Da habitualidade da guerra ao extermínio da espécie de 31 de Março de 2026 Vivemos um momento crítico para o mundo criado pelo Homem, de vida ou morte da nossa espécie. Imersos que estamos em propaganda apesar de vivermos numa proclamada era de informação, é hoje difícil ou mesmo impossível discernir quem realmente defende valores positivos e sólidos para o futuro da humanidade, e onde reside a ameaça. Se formos ocidentais Norte-Atlânticos a resposta é clara: o perigo está na Rússia, na China, no Islão (de Gaza ao Yemen, passando pelas banlieues de Paris, Bruxelas, Londres e Amsterdao). Se pertencermos aos restantes ⅔ das pessoas que compõem este mundo, a resposta é igualmente clara: as antigas potências imperiais Europeias e a antiga colónia Inglesa entretanto tornada Estados-Unidos da América impõem o seu business as usual, usando habitualmente a guerra para conduzir o...
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Portugal vai arder outra vez este Verão? Claro que sim. 24 de Março 2026 Trata-se de uma questão que me é particularmente cara, filho que sou de um investigador do saudoso INETI (criminosamente extinto pela gestão Socrática) especializado em energia e biomassa, com uma tese de doutoramento elaborada há quarenta anos sobre o maximizar do aproveitamento energético de produtos florestais. À admiração da infatigável figura paterna e da sua obra a bem do país, dos seus recursos energéticos e da qualidade do ambiente e ordenamento, soma-se o interesse que o tema sempre me despertou enquanto antigo proprietário agrícola e silvícola, tanto em Portugal como em França. Sintomático será que, na minha própria tese de doutoramento (prestes a ser defendida) que dedico à figura do antigo ministro e depois administrador bancário Rafael Duque, me tenha demorado sobre o seu plano de povoamento flores...
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O problema não está na IA de 18 de Março 2026 A caminho de completar uma década a trabalhar em ambiente corporativo internacional e, particularmente, sendo um historiador-museólogo-politólogo num meio tecnológico, a questão da inteligência artificial [IA] surge a cada passo, a cada respiração da empresa, da qualidade e dos KPI’s. É fácil esquecer que este estádio civilizacional em que o Mundo (no seu todo, na verdade) vive constitui um episódio , de pouco mais de 30 anos na sua longa história, e que outras revoluções tecnológicas existiram no passado, associadas sempre a profundas alterações socais, políticas e económicas claro, acarretando múltiplas vezes consequências militares e geográficas. Envoltos em místicas criadas por Orwell, Huxley, Sagan, Houellebecq (entre tantos outros) sobre mundos em que o Homem ascende finalmente à condição de divindade, e e...
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Serão os EUA no século XXI o que foi a Alemanha na primeira metade do século XX? de 10 de Março de 2026 Envoltos que estamos em mais um ataque dos Estados-Unidos a um país e ao seu povo, na prossecução por meios violentos de uma diplomacia que teima em não ser mais do que uma distração enquanto se preparam os meios de destruição previamente alinhados, creio que o Mundo Ocidental encara como normal esta sucessão de acontecimentos. Não o é, no entanto, trata-se apenas do manto diáfano da propaganda da Era da Informação (ou Idade Pós-Google ) que nos foi anunciada como a Boa Nova. Esclareçamos: trata-se de uma guerra em primeiro lugar rácico/étnico-religiosa e depois, num segundo plano, geopolítica e militar. O objetivo primário passa pelos Estados-Unidos apoiarem a special relationship com o seu super e não-NATO aliado Israel na missão de arrasar o Irão e os seus 90 milhõ...
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Qual a estratégia para o desenvolvimento de Portugal? De 3 de Março 2026 Talvez graças a anos de treino - fui militar da Força Aérea durante quase sete anos, uma experiência humanamente enriquecedora e recomendável - conheço com algum detalhe o conceito estratégico de defesa nacional, nas suas várias versões e evoluções. Foi este documento sendo gerado a partir da instituição castrense que, de mais de 243 mil efectivos em 1974 passou em 2026 para pouco mais de 23 mil (assistindo-se a fenómeno semelhante ao nível logístico e material, ainda que um pouco compensado pela evolução técnica) num movimento de adaptação que partilha muitos traços com desinvestimento. Haverá neste sector uma estratégia, sim, mas à custa de um dos mais significativo e simbólicos elementos estruturantes da soberania nacional. E estratégia e soberania são dois conceitos que se cruzam, sobretudo num país a caminho de celebrar 900 anos de independência territorial e identitária, o q...
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O inevitável caminho para uma crise, de 24.2.2026 Se fizermos aquele exercício atribuído falsamente a Churchill - acerca do perigo para a democracia que consiste em falar mais de cinco minutos com um eleitor comum - rapidamente perceberemos que em Portugal acreditamos, baseados na fé, que não teremos uma crise como a que nos atingiu entre 2008 e 2016 (grosseiramente alinhando estas datas). Nesta hora negra tivemos mais uma intervenção do FMI, derrocada de bancos, diminuição e congelamento de rendimentos, depósitos bancários ameaçados, desaparecimento de cofres disponíveis nas agências bancárias para guardar todo o género de valores, a começar pelo ouro, como se estivéssemos no tempo dos Faraós e não no das criptomoedas. Tivemos também um governo de centro-direita irrepetível liderado por um político com características pouco habituais entre estes nossos paralelos e meridianos, e uma grave crise no sector da habitação e construção, com uma paragem quase total desta últi...
A utilidade do Chega para o regime
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A utilidade do Chega . de 12.2.2026 Passado mais um ciclo eleitoral, a utilidade do Chega para os principais partidos e forças políticas ficou mais uma vez demonstrada. Não só pelo despertar de quase 50% do eleitorado Portugues que, por não se rever no tipo de regime, na democracia ou nos partidos, pura e simplesmente não vota, eleição após eleição, não sendo esta abstenção alvo do maior cuidado pela nossa governança. Ou pela introdução de um tom mais próximo da rua e do eleitor comum no debate e na apresentação de temas que representam as reais inquietações dos cidadãos, ou assim se apresentam. Ou ainda pela definitiva adopção pelos partidos dos meios actuais de comunicação dos povos democráticos - as dinâmicas redes sociais, com todas as suas vantagens de imediatismo e cenografia, e complicações relacionadas com transparência, controlo e qualidade da informação aí veiculada. Todos estes seriam bons argumentos para a utilidade do Chega no sistema político nac...