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  O inevitável caminho para uma crise, de 24.2.2026   Se fizermos aquele exercício atribuído falsamente a Churchill - acerca do perigo para a democracia que consiste em falar mais de cinco minutos com um eleitor comum - rapidamente perceberemos que em Portugal acreditamos, baseados na fé, que não teremos uma crise como a que nos atingiu entre 2008 e 2016 (grosseiramente alinhando estas datas). Nesta hora negra tivemos mais uma intervenção do FMI, derrocada de bancos, diminuição e congelamento de rendimentos, depósitos bancários ameaçados, desaparecimento de cofres disponíveis nas agências bancárias para guardar todo o género de valores, a começar pelo ouro, como se estivéssemos no tempo dos Faraós e não no das criptomoedas. Tivemos também um governo de centro-direita irrepetível liderado por um político com características pouco habituais entre estes nossos paralelos e meridianos, e uma grave crise no sector da habitação e construção, com uma paragem quase total desta últi...

A utilidade do Chega para o regime

  A utilidade do Chega . de 12.2.2026     Passado mais um ciclo eleitoral, a utilidade do Chega para os principais partidos e forças políticas ficou mais uma vez demonstrada. Não só pelo despertar de quase 50% do eleitorado Portugues que, por não se rever no tipo de regime, na democracia ou nos partidos, pura e simplesmente não vota, eleição após eleição, não sendo esta abstenção alvo do maior cuidado pela nossa governança. Ou pela introdução de um tom mais próximo da rua e do eleitor comum no debate e na apresentação de temas que representam as reais inquietações dos cidadãos, ou assim se apresentam. Ou ainda pela definitiva adopção pelos partidos dos meios actuais de comunicação dos povos democráticos - as dinâmicas redes sociais, com todas as suas vantagens de imediatismo e cenografia, e complicações relacionadas com transparência, controlo e qualidade da informação aí veiculada. Todos estes seriam bons argumentos para a utilidade do Chega no sistema político nac...